A maior feira de cultura negra da América Latina.

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Linha do Tempo

2016

2016

A feira chegou ao Rio de Janeiro. A presença de autores de literatura negra foi destaque. SÃO PAULO – Por um lado, houve incremento de financiadores mas, as vésperas do evento, dois patrocinadores deixaram de aportar recursos previstos. Ficou para Adriana uma dívida de R$ 200 mil. Paralelamente, surge o Afrolab, agência de desenvolvimento em inovação digital, aplicativos e soluções para os empreendedores, e a Black Codes, consultoria estratégica com foco para publicidade e negócios.

2015

2015

2015

Além de show de abertura no Ibirapuera, com o Premio Movimentos Criativos, a novidade no Anhembi foi o Espaço Pret@ Digital, um espaço de encontro entre formadores de opinião negros que se destacam na internet, entre eles os vlogueiros, fenômenos nas redes, com o público da Feira Preta.

2014

2014

2014

Volta para o Anhembi. Uma pesquisa feita nesta edição apontou que 88% dos expositores são mulheres e, na maioria, graduadas ou em formação. “Algumas têm mestrado e até doutorado. Por um lado é muito legal esse dado mas, por outro, mostra a dificuldade de inserção no mercado”, diz Adriana. Ela, por sua vez, se viu obrigada a ter um emprego paralelo à feira, como funcionaria CLT porque o evento ainda não garantiu a sustentabilidade de sua criadora.

2013

2013

O evento virou a Feira Preta Fashion Week, com uma semana de atividades espalhadas por diferentes pontos em São Paulo e finalização no Anhembi. O formato trouxe à tona a discussão a ocupação do espaço público em prol da diversidade e a reafirmação de que a cultura negra também faz parte da agenda cultural e de consumo da cidade. Leva a primeira franquia da Feira Preta para o Maranhão.

2012

2012

2012

Com novo formato, foram sete dias de programação num local menor mas com mais espaço para mesas de debates e seminários. A feira passa oferecer capacitação técnica e gerencial em parceria com o Sebrae. Casa das Caldeiras.

2011

2011

Nos dez anos da feira, Mano Brown e Criolo lotaram o evento. O número de expositores de produtos e serviços chegou a 100. O marco é a participação institucional da Secretaria Estadual do Turismo, que pela primeira vez fez um roteiro étnico da cidade de São Paulo. Leva empreendedores para o Latinidades.

2010

2010

Casa da Preta, um coworking para abrigar projetos voltados para a valorização negra com apoio da Cooperação Internacional AECID e da Embaixada da Espanha.

Com o dobro do tamanho, a Feira Preta vai para o Centro de Exposições Imigrantes. Recebeu mais de 50 artistas em toda a programação, entre eles Emicida, ícone do rap que naquele momento criava a LabFantasma, o maior sucesso de economia criativa na música e que inovou no mercado da moda com os desfiles que mais contemplam a diversidade no SPFW.

2009

2009

É criado o Instituto Feira Preta com a proposta de criar um novo modelo econômico de desenvolvimento para a população afro-brasileira.

2008

2008

A primeira cobrança de ingressos não trouxe resultados satisfatórios. Mas, a partir deste ano, a Feira passa a contar com eventos mensais para voltados para a formação de público, com as Pílulas de Cultura relacionadas à população negra. Também começa o Preta Qualifica, voltada para a formação de afro-empreendedores, em parceria com o Sebrae. Essas “mini-feiras” ocorreram até 2014 e abordaram contemplaram todo tipo de assunto: das artes, economia criativa a racismo estrutural no Brasil.

2007

2007

A Feira Preta se consolida como espaço de fortalecimento da cultura negra com extensa programação de shows, mostra de filmes e exposições. Trouxe ainda saraus da periferia e ato ecumênico intereligioso, que se tornaram assinaturas do evento, além de oficinas de artes plásticas, grafitti e percussão.

2006

2006

Adriana e parceiros de trabalho, não voluntários (Adriano e Michele) foram vender vinho quente (festa junina na porta da Universidade Mackenzie) para pagar a primeira prestação de 10% aluguel do Pavilhão do Anhembi. “As marcas não enxergavam o valor de se comunicar com um público de 40 mil pessoas! O racismo encobria até a possibilidade do lucro.”

2005

2005

A Feira foi instalada num circo (Academia Brasileira de Circo), ainda na nobre Zona Oeste de São Paulo. Foi preciso cobrar ingresso e o evento deu prejuízo. “Mas nos posicionamos: tínhamos que resistir e ocupar espaços além da periferia e das margens da cidade. Foi uma questão de reafirmação de direitos. Temos direito à cidade como um todo.”

2004

2004

Um abaixo-assinado de moradores de Pinheiros solicita a saída da Feira Preta na praça do bairro. “Mesmo com mais de 3 mil assinaturas dizendo que aquilo era racismo institucional, afinal era uma praça pública, não conseguimos reverter a situação com a subprefeitura na época.” O evento foi para o estacionamento da Assembleia Legislativa, choveu e foi um fracasso (14 mil pessoas). Em tempo: pesquisa feita em 2015 constatou que o bairro de Pinheiros é o que tem menor número de negros na metrópole

2003

2003

Com 5 mil participantes em sua segunda edição, o evento incorpora o movimento norte-americano baseado no “Black Money”, que estimula manter a circulação do dinheiro dos negros dentro da comunidade.

2002

2002

“Eu não conseguia me recolocar depois de trabalhar como produtora de uma gravadora e montei uma barraca de troca (feira preta) de roupas na praça Benedito Calixto, em Pinheiros.” Pano de fundo: a black music bombando na casas noturnas do bairro “mas os dinheiro não ia para as mãos pretas no fim do expediente.”